O deputado estadual Frei Anastácio (PT) denunciou uma possível agressão por parte de três policiais militares, ocorrida quando o parlamentar tentava entrar no assentamento João Gomes, localizada em Alhandra, durante o cumprimento de ação de despejo de comunidade indígena no início da manhã desta quarta-feira, 30.O deputado reafirma que é contra a instalação da fábrica dentro do assentamento. “Essa fábrica irá explorar quase três mil hectares de terras. Outras três fábricas estão programadas para a área. Se isso acontecer,mais de 10 mil famílias irão ser atingidas”, acusa o deputado.
Porque os índios ocuparam os lotes vendidos?
Frei Anastácio explicou que os índios ocuparam os três lotes comprados pela cerâmica Elizabeth, numa ação de retomada de suas terras na região do litoral sul do estado da Paraíba. Os indígenas reivindicam a demarcação de aproximadamente 10.000 hectares.
“Essas terras hoje estão ocupadas, em sua maioria, pelo Grupo João Santos, pelo monocultivo de cana-de-açúcar da destilaria Tabú e por assentamentos, além de ser uma área que sofre intenso assédio de empresas privadas. Mas, as terras que estão nas mãos dos assentados não são reclamadas pelos índios, já que cumprem sua função social”, explicou Frei Anastácio.
O deputado relata que, no entanto, no momento em que as terras são vendidas para o capital privado, os índios entram em ação e querem a posse. “É isso que está acontecendo na grande Mucatu.Essa área está incluída na luta pela demarcação que os Tabajaras querem.Eles reivindicam as terras que vão do Rio Gramame até o Rio Pipoca, uma extensa área que fica entre os municípios de Conde, Alhandra e parte de Pitimbu. “Dessa forma, as terras que forem vendidas em assentamentos e as que estão sendo exploradas pelo capital privado, são alvo dos índios e eu estou ao lado deles e dos trabalhadores que querem viver de duas terras”,concluiu Frei Anastácio.
FONTE: WSCOM
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