
Dirigentes de Treze e CSP vieram a público nesta sexta-feira com afirmações graves contra a diretoria do Campinense. Segundo eles, dirigentes do clube rubro-negro de Campina Grande procuraram jogadores do CSP, pedindo que eles inviabilizassem a participação de alguns atletas trezeanos no Clássico dos Maiorais deste domingo. Treze e CSP se enfrentaram na última quarta-feira, no Estádio Amigão.
O discurso do Treze é mais grave. O diretor jurídico Valber Maxwell declarou através da sua conta pessoal no Twitter que dirigentes do Campinense estariam dispostos a pagar para que os atletas do CSP fizessem faltas violentas nos dos Treze, com o objetivo claro de tirá-los do clássico de domingo. Na postagem, Valber afirma que a conversa entre os dirigentes rubro-negros e os jogadores do CSP havia acontecido no vestiário do Tigre no Amigão.
- Dois dirigentes desceram ao vestiário do CSP e prometeram dinheiro ao time para bater nos jogadores do Treze! Repugnante, amoral, desonesto - disparou o dirigente do Treze.
O presidente do CSP, Josivaldo Alves, confirma a informação de que dirigentes do Campinense procuraram jogadores do seu time, mas que, pelo que lhe foi informado, a proposta não envolvia faltas violentas nos atletas do Treze. Segundo Josivaldo, a proposta era de que o CSP vencesse o jogo e tentasse desestabilizar os jogadores trezeanos que estavam pendurados com dois cartões amarelos para tirá-los da partida de domingo.
Josivaldo diz, inclusive, que ficou muito indignado e repreendeu seus atletas, garantindo que essa prática não condiz com a conduta do grupo do CSP.
- Já é algo chato a atitude do Campinense em fazer isso. E seria mais chata ainda essa afirmação de que pediram para nossos jogadores baterem nos do Treze. Seja o que for, eu proibi quando fiquei sabendo - garante Josivaldo.
Os dois jogadores do Treze pendurados na partida contra o CSP eram Doda e Neto Maranhão, que foram substituídos no intervalo da partida, vencida pelo Galo por 4 a 1. Ambos saíram da partida sem receber o terceiro amarelo, demonstrando que, se existiu, a proposta não foi aceita.
O presidente do Campinense, William Simões, negou as acusações e as rebateu dizendo os clubes teriam que provar o que estão afirmando. Ele usou um ditado popular para se posicionar sobre a situação e ainda fez uma acusação contra a diretoria do Treze.
- Quem disso usa, disso cuida. Esse é o tipo de amadorismo que a diretoria do Treze passa. Que eles provem que isso aconteceu. Ao contrário, quem fez isso de influenciar foi o Treze, que fez o árbitro tirar dois jogadores do Campinense do clássico - disparou William, referindo-se à expulsão de Charles Wagner na partida do último domingo contra o Botafogo e ao terceiro cartão amarelo aplicado a Luciano Totó.
O mandatário da Raposa ainda criticou a forma usada pela diretoria trezeana para fazer a acusação.
- Não dou ouvidos para esses depreparados, que usam redes sociais para pregar mentiras. Esse é o tipo de atitude com a qual eu não concordo - finalizou William Simões.
FONTE: G1 PB
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